devulgassã - o mundo judaico no sábado de aleluia

No próximo Sábado, dia 11 de Abril, será lançado o livro "Fala Yael" da autoria de Ana Bela Santos, no Centro Municipal de Cultura, pelas 15h30.
Seguidamente, a arquitecta Susana Bicho, autora do Projecto de Musealização da Sinagoga, fará uma exposição sobre os conteúdos expositivos deste Núcleo Museológico, que será inaugurado às 17h30.

João Baião: "Ora dê cá duas beijocas minha linda!"

Como não poderia deixar de ser, o Padeiria da Marijulha jamais poderia deixar passar em branco esta ocasião – Castelo de Vide em directo na RTP. Gostei particularmente de ouvir algumas individualidades da nossa terra, revelando (como manda o figurino!) o que por cá se fez, faz e fará.
O sarapatel, e a Páscoa foram muito falados, no entanto, a descrição do Sabádo d’Aleluia e do Domingo de Páscoa, per si, deixaram algo a desejar. A miúda que tem “um bocado de coise para aprender na escola” e anda a aprender a bordar, era de todo, dispensada de ser comentada. Assim como, a propósito de 16 anos após a morte de Salgueiro Maia, o facto de ele nos ter deixado precocemente, ser “daquelas coisas que acontecem não é?”
Ah! Mas são de louvar todos os convidados e participantes, que dentro do vocabulário de cada um, exprimiram o que mais gostam na Vila de Castelo de Vide, o que sabem fazer (ou não!) e que acima de tudo propagandearam a nossa vila a turistas vindouros.
Um bem-haja a todos!

esta páscoa não seja deficiente: participe nas celebrações, ajude a manter a tradição viva

devulgassã - a pré páscoa: este ano sem melícias

Domingo de Ramos

Este dia de cariz essencialmente religioso, representa o início da Semana Santa. A Igreja comemora a entrada de Jesus em Jerusalém.

11.30h – Bênção dos Ramos na Igreja de S. João, procissão para a Matriz (representa, cinco dias antes da sua morte, a descida de Jesus do Monte das Oliveiras em direcção a Jerusalém. O povo esperou por Ele com os seus mantos e ramos de árvores)
12.00h – Missa na Matriz
16.00h – Procissão dos Passos (esta encenação dramática do julgamento, condenação e morte de Jesus sai da Matriz e vai pela Rua de Santa Maria de Baixo, Rua da Costa, Rua de São Pedro, Largo da Misericórdia, Carreira de Baixo, Fundação e Calvário)
21.00h – Procissão do Calvário para a Matriz (é transportado o Senhor Morto no esquife, do Calvário para Matriz)

Além destas celebrações religiosas, neste dia também se realiza a “Feira de Ramos”.

Circuito dos Passos

“Os Passos” são pequenos altares metidos nas paredes das casas situadas nas ruas percorridas pela Procissão dos Passos, desde a Matriz ao Calvário. Estes pequenos altares, que ao todo são seis por onde passa a procissão, representam as estações da “Via Sacra”. Durante este dia os “Passos” encontram-se abertos e ornamentados com flores e velas, geralmente existe uma pessoa responsável para a sua decoração.

  • “Passo” do Largo Capitão Salgueiro Maia
  • “Passo” da Rua da Costa
  • “Passo” da Aldeia
  • “Passo” da Volta de São João
  • “Passo” do Calvário
informação retirada daqui

razões para vir morar em castelo de vide - é preciso dizer mais?

"vida activa, parte II" ou "de como sabemos que a câmara municipal de castelo de vide lê a mari julha"

diz o povo que vozes de burro não chegam ao céu.
podemos então considerar um elogio o que a seguir se relata.

há pouco mais de um mês escrevia aqui sobre o estado de degradação e abandono a que está votado o circuito de manutenção oferecido à vila pela vitalis, questionava sobre a titularidade da responsabilidade da sua manutenção e sobre o destino que terá aquando da devassa que vai ser a construção da variante à vila.
acontece que, na última acta municipal publicada pelos nossos mandatários no sítio do município, responde-nos o vice-presidente a pelo menos metade da pergunta.
ou melhor, não responde. a linguagem é pouco clara, dando mesmo a entender que o vice-presidente se deslocou ao circuito de manutenção e lá conheceu o novo responsável do centro de produção da unicer. e parece-me que falta ali algures um "h".
ficamos, no entanto, satisfeitos por aparentemente haver interesse em tratar do assunto, apesar de, aparentemente, não haver solução à vista.
também diz o povo: de boas intenções está o inferno cheio.


leia a acta na integra, aqui

devulgassã

a feira do livro de castelo de vide é a mais antiga do alentejo!

Programa
3 de Abril - Sexta-feira

16 h. - Abertura da Feira do Livro
17 h. – Concerto pela Banda União Artística de Castelo de Vide

18 h. – Alçapão - o fanzine de arquitectura dura
Delegação de Portalegre da Ordem dos Arquitectos - SRS
3 a 13 de Abril
Exposição - Os Pequenos artesãos da CERCI
9 de Abril
18 h. - Poetas do Alentejo – Sessão de poesia popular
10 de Abril
18 h. - Novos riscos (ambientais, de saúde, alimentares)

Maria Eduarda Gonçalves ISCTE Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
11 de Abril
18 h. - Á conversa com o escritor José Jorge Letria

O que é que Castelo de Vide tem?

Castelo de Vide tem… pois tem... tem muitas coisa boas e muitas não tão boas.

Há uma ou duas semanas, a câmara colocou algum equipamento de manutenção no Parque 25 de Abril e no Bairro da Eira. Começo por louvar esta iniciativa porque penso que é importante disponibilizar este tipo de aparelhos que, sendo novidade, atraem pessoas que necessitam de se mexer e não se mexem!
Agora, gostaria que perceber qual o motivo que levará as pessoas a sair de casa para fazer ginástica à torreira do sol e sob o olhar de todos os que passam de carro.

É incrível como uma iniciativa destas pode não vir nunca a funcionar pela má localização que se escolhe para "plantar" o dito equipamento!

Hoje disseram-me: "No sábado de manhã, fulano estava a fazer ginástica no Bairro da Eira" (porque até está frio e sabe bem estar ao sol). Toda a gente que passa de carro percebe quem é que está, quando está, quantas horas permanece.

Ora uma pessoa, quando se predispõe a fazer exercício físico, gosta de se abstrair, de, pelo menos, não sentir que está a ser observada.Falo por mim, quando decido exercitar-me não gosto de "mirones". Gostaria de usar mais vezes este equipamento, mas de certeza que não vou expor-me. Sou uma pessoa recatada, irei fazer ginástica para outro lado, sem recurso a equipamento nenhum.
Com tantos espaços ensombrados que temos, porquê no passeio do Bairro da Eira? Ao sol e com vista para a estrada? Vamos esperar pelo Verão e tentar contar quantas pessoas irão "malhar" durante o dia?

Ouso até desafiar quem teve a ideia de aí os colocar, a fazer meia hora de exercício físico, durante a hora de almoço, num qualquer dia de sol dos meses de Verão.

Resta perguntar: Será para serem usados ou para serem vistos por quem passa?
Arrisco uma resposta: são seguramente para inglês ver...

opine

http://www.jeronimo-martins.com/images/media/gi_photo_pt_pd_camiao.jpg
pediram-nos por email que tomássemos o pulso aos viticastrenses.
depois da polémica que foi a instalação do supermercado pingo doce na moutosa, com as opiniões a variarem entre o "tou maravilhade!" e o "isto vai matar o comércio tradicional" agora, já com algum tempo passado, ainda achamos o mesmo?
e o atendimento? parece-lhe que o grupo jerónimo martins presta um serviço ao cliente que se coadune com a famosa maneira de receber castelovidense?
temos ali uma sondagem na barra lateral, sem nenhum fundamento científico, onde pode registar as suas duas respostas.
diga de sua justiça.

andorinha de asa negra aonde vais?*

é nesta altura do ano, quando o tempo começa a aquecer e os dias se tornam maiores, que chegam as andorinhas para nos confirmar que se acabou o tempo frio e que, em princípio, o inverno já lá vai. normalmente acampam nos beirais dos nossos telhados e aí se mantêm até ao outono, pondo ovos e tratando de aumentar a prole, quando se juntam à família e voam para sul à procura de calor. é assim todos os anos. depois voltam.
este imóvel na carreira de cima mostrava, há já muito tempo, as marcas mais visíveis da coabitação entre pássaros e construção humana sob a forma de grandes manchas de fezes. foi limpo agora, na primavera.
este ano já não vai haver andorinhas a nascer na carreira de cima. mas há sacos de plástico cor de rosa pendurados ao vento e uma placa amarela berrante a destoar sobre o fundo branco pintado de fresco.

*editado, recebido por email.

esclareça-se

ninguém nos pediu nada, mas como publicámos a notícia do correio da manhã que dava conta de supostas lacunas na situação contributiva do presidente da autarquia, achamo-nos na obrigação de aqui divulgar, também, o exercício de direito de resposta que o próprio accionou junto do notícias de castelo de vide.
assim, publicamos a certidão emitida pelo serviços competentes, onde se demonstra o contrário do exposto na notícia atrás referida, juntamente com o link para a entrada no blogue do ncv (de onde também copiámos a certidão), para que leiam o grosso da declaração.
porque nós somos muito reinadios, mas também somos muito amiguinhos da verdade.
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notícias de castelo de vide - direito de resposta

cotas ou quotas?


http://www.ocreassociacao.org

nas notícias

[pagina1.jpg]



“Por todas as vilas e cidades do Alentejo os "esgrafitos" dominam o alto das fachadas, avivam as esquinas das casas, acompanham a volta das janelas, abraçam em várias ordens de fiadas o fuste das torres sineiras (...) e embelezam ainda mais, se é possível, as chaminés”.

in Virgílio Correia, Etnografia Artística Portuguesa, 1937

*

É fácil fazer um esgrafito.
A técnica consiste em ter duas camadas de cores diferentes sobre a mesma base, raspando-se da primeira aquilo que está "a mais", sendo que o "a mais" é o contorno do desenho que se quer fazer, deixando assim à mostra a camada inferior.
Pinte-se um papel inteiro com, digamos, lápis de cera vermelho. A seguir, pinta-se por cima do lápis de cera com tinta da china. Deixa-se secar e dá-se mais uma demão, para termos a certeza que todo o papel está coberto com tinta da china, uma vez que a textura gordurosa do lápis de cera dificulta a aderência da tinta. Deixamos secar mais uma vez.
Agora arranjamos um objecto aguçado mas não afiado. Não queremos rasgar nem cortar o papel, nem retirar a camada inferior (a de lápis de cera). Pegamos nesse objecto, que pode ser o cabo de um pincel fininho, e vamos raspando a superfície com a forma do desenho que queremos imprimir na folha.
E já está.
Na nossa zona, o esgrafito era geralmente feito através de moldes.
O molde era aplicado na parede pintada e posteriormente raspado com uma colher, de modo a aparecer a cal por baixo.